Luto e perdas emocionais podem intensificar dores da fibromialgia, explica Dra. Ludmila Simões
A especialista abordou a relação entre sofrimento emocional e dor física, o processo de luto e os desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia.
A relação entre as perdas emocionais, o processo de luto e a fibromialgia foi o tema do programa Saúde em Foco, desta quinta-feira, 5 de novembro. Durante a conversa com o apresentador Paulo Henrique, a Dra. Ludmila Simões explicou como situações de sofrimento emocional podem contribuir para intensificar as dores em pessoas que convivem com a condição.
A especialista destacou que uma perda significativa pode provocar impactos físicos e emocionais. Segundo ela, o estresse associado ao luto pode funcionar como um fator desencadeante ou agravante dos sintomas da fibromialgia, especialmente porque pessoas com a condição podem apresentar maior sensibilidade do sistema nervoso.
Durante a entrevista, Dra. Ludmila ressaltou que isso não significa que uma experiência de perda necessariamente provoque fibromialgia, mas que situações traumáticas e emocionalmente difíceis podem contribuir para o agravamento de sintomas em pessoas predispostas.
O luto também pode acontecer após o diagnóstico
Outro ponto abordado foi o sentimento de luto que algumas pessoas vivenciam após receber o diagnóstico de fibromialgia.
De acordo com a especialista, as limitações provocadas pela doença podem levar à perda da autonomia, à mudança de hábitos e ao afastamento de atividades que antes faziam parte da rotina. Essas transformações podem afetar a identidade e a maneira como a pessoa enxerga a própria vida.
Dra. Ludmila compartilhou sua experiência pessoal com a condição e relembrou o impacto que sentiu quando recebeu o diagnóstico, especialmente por sempre ter sido uma pessoa ativa.
Ela também comentou que esse sentimento é relatado por pacientes que chegam à clínica e recordam as atividades que realizavam antes da doença, mas que passaram a encontrar dificuldades para manter a mesma rotina.
A importância de respeitar o processo de luto
Durante a conversa, a especialista destacou que o luto precisa ser vivido e respeitado. Chorar, sentir tristeza e reconhecer a dor da perda fazem parte desse processo.
Ela relatou o caso de uma paciente que, após perder a mãe, precisou assumir responsabilidades familiares e não conseguiu vivenciar o próprio sofrimento naquele momento. Anos depois, ao trabalhar essas questões durante o acompanhamento, conseguiu olhar para a experiência de outra maneira.
A profissional também compartilhou sua experiência com a perda da própria mãe, explicando que, apesar da tristeza, não teve uma crise de fibromialgia naquele período. Segundo ela, o equilíbrio de sua saúde e o cuidado que já realizava contribuíram para que não houvesse esse agravamento.
Esperança e recuperação da qualidade de vida
Ao final do programa, Paulo Henrique perguntou se é possível reconstruir a vida e recuperar a qualidade de vida depois de uma grande perda, mesmo convivendo com a fibromialgia.
Dra. Ludmila reforçou que esse processo exige tempo, acolhimento e cuidado. Ela destacou a importância de permitir-se viver o luto, buscar apoio e procurar orientação profissional para lidar com os aspectos físicos e emocionais.
A mensagem deixada pela especialista foi de esperança. Para ela, o diagnóstico de fibromialgia não precisa representar o fim dos planos e das atividades, mas pode ser um momento para olhar para si, priorizar a própria saúde e buscar novas possibilidades de qualidade de vida.
A entrevista completa está disponível nos canais digitais da Difusora FM.
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Clínica Ludmila Simões
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