Saúde em Foco aborda relação entre traumas, sofrimento emocional e dores crônicas
Dra. Ludmila Simões explicou que experiências traumáticas podem estar relacionadas à percepção e à manifestação da dor e reforçou a importância de buscar ajuda e acolhimento.
A relação entre experiências traumáticas, sofrimento emocional e dores crônicas foi o tema do Saúde em Foco desta semana, na Difusora FM. Em conversa com o apresentador Rodolfo Rodrigues, a Dra. Ludmila Simões falou sobre possíveis repercussões de traumas na saúde e sobre a importância de procurar ajuda diante de situações de violência e abuso.
Durante o programa, a Dra. Ludmila explicou que estudos científicos vêm mostrando uma relação entre experiências traumáticas e quadros de dor. Ela ressaltou, porém, que isso não permite afirmar que um trauma específico seja a causa da fibromialgia ou que todas as pessoas com a doença tenham passado por situações de abuso.
Traumas e percepção da dor
Segundo a especialista, experiências traumáticas podem ser acompanhadas por diferentes manifestações emocionais e físicas. Entre os sintomas citados durante a conversa estão ansiedade, crises de pânico, alterações no sono, tensão, cansaço e dores.
A Dra. Ludmila também comentou que situações vivenciadas na infância podem permanecer como uma experiência não elaborada durante muitos anos e apresentar repercussões posteriormente. Ela destacou que, em sua experiência clínica, alguns pacientes relatam acontecimentos traumáticos antigos associados a períodos de sofrimento e dor.
A profissional ressaltou que cada caso precisa ser avaliado individualmente e que existem outros fatores envolvidos na manifestação das dores.
O silêncio diante do abuso
Outro ponto importante da conversa foi o motivo pelo qual muitas pessoas passam anos sem falar sobre situações de abuso. De acordo com a Dra. Ludmila, medo, ameaças, conflitos familiares e sentimentos de culpa podem contribuir para que a vítima permaneça em silêncio.
Ela também destacou a importância de encontrar alguém de confiança para compartilhar o sofrimento e buscar auxílio profissional, especialmente porque relatos desse tipo podem ser difíceis de expor e nem sempre são recebidos de maneira adequada pelas pessoas ao redor.
Atenção aos sinais apresentados por crianças
Durante o programa, a Dra. Ludmila também fez um alerta aos familiares e responsáveis sobre mudanças de comportamento em crianças.
Ela orientou que alterações repentinas, como a recusa em permanecer ou visitar determinados lugares ou pessoas, devem ser observadas com atenção. Em situações nas quais uma criança relata algum tipo de abuso, a orientação apresentada no programa foi para que o relato seja levado a sério e que sejam buscadas formas adequadas de proteção e ajuda.
“Você não está sozinha”
Ao final da conversa, a Dra. Ludmila deixou uma mensagem para as pessoas que passaram por situações traumáticas: buscar ajuda e não enfrentar o sofrimento sozinho.
A profissional ressaltou que traumas podem ser difíceis de enfrentar, mas que existem caminhos de acolhimento e acompanhamento para quem precisa lidar com essas experiências e com possíveis consequências emocionais e físicas.
Clínica Ludmila Simões
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