Fibromialgia e falta de memória: Dra. Ludmila explica a Ffibrofog no Saúde em Foco
Programa abordou a relação entre fibromialgia, névoa mental, sono, alimentação e concentração, além de sinais que indicam a necessidade de investigação médica.
A relação entre fibromialgia e alterações na memória e na concentração foi o tema do programa Saúde em Foco desta quinta-feira, na Difusora FM. Durante a conversa com o apresentador Paulo Henrique, a Dra. Ludmila Simões explicou o que é a chamada “fibrofog”, também conhecida como névoa mental.
Segundo a nutricionista, a fibrofog não está relacionada apenas à falta de memória. O quadro pode envolver também dificuldade de concentração, falta de foco e problemas para absorver ou guardar informações. Ela explicou que ainda não existe uma causa específica definida para esses sintomas na fibromialgia, mas alterações relacionadas à dor e ao sono podem estar envolvidas.
Fibrofog, esquecimentos e sinais de alerta
Durante o programa, Paulo Henrique questionou a diferença entre a fibrofog, esquecimentos comuns e sinais associados a doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
A Dra. Ludmila explicou que esquecimentos pontuais podem acontecer em períodos de maior estresse, noites mal dormidas ou até em razão de determinados medicamentos. Já a fibrofog envolve um conjunto mais amplo de sintomas cognitivos.
Ela ressaltou ainda que esquecimentos de situações importantes ou de atividades que fazem parte da rotina devem servir como um sinal para buscar uma investigação médica mais detalhada.
Medicamentos também foram abordados
Outro ponto discutido foi a possível influência de medicamentos utilizados por pessoas com fibromialgia sobre a memória, atenção e concentração.
A Dra. Ludmila citou principalmente ansiolíticos e antidepressivos e orientou os ouvintes a observarem as informações presentes nas bulas dos medicamentos. A utilização ou suspensão de qualquer medicamento, entretanto, deve ser avaliada com um profissional de saúde.
Alimentação e saúde cognitiva
A alimentação também esteve entre os assuntos do programa. De acordo com a Dra. Ludmila, alimentos que ela classifica como pró-inflamatórios, como açúcares, bebidas alcoólicas e alimentos embutidos, podem contribuir para processos inflamatórios e, segundo sua abordagem, interferir na saúde cognitiva.
Ela destacou a alimentação equilibrada como uma das bases para a qualidade de vida e também falou sobre a importância de uma rotina que inclua sono adequado, hidratação e atividade física.
Exercícios e estímulos para o cérebro
Durante a conversa, a Dra. Ludmila também citou atividades esportivas que exigem atenção e respostas rápidas, como tênis, beach tennis, frescobol e tênis de mesa.
Segundo ela, essas modalidades envolvem diferentes estímulos simultâneos e podem contribuir para o trabalho cognitivo.
O programa reforçou ainda a importância de observar mudanças persistentes na memória e na concentração e buscar avaliação profissional quando os esquecimentos começam a interferir em tarefas importantes do cotidiano.
Saúde em Foco é apresentado por Paulo Henrique com participação da Dra. Ludmila Simões, trazendo semanalmente temas relacionados à saúde e qualidade de vida.
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