Coceira no corpo pode estar relacionada à fibromialgia? Dra. Ludmila explica no Saúde em Foco
Sintoma pode aparecer mesmo sem alterações visíveis na pele e estar associado à hipersensibilidade do sistema nervoso, inflamação, estresse e qualidade do sono.
No Saúde em Foco desta quinta-feira, a Dra. Ludmila Simões conversou com o apresentador Paulo Henrique sobre um sintoma que pode causar bastante desconforto em pessoas com fibromialgia: a coceira pelo corpo.
Durante o programa, a especialista explicou que pessoas com fibromialgia podem apresentar uma maior sensibilidade às sensações corporais. Segundo ela, o sistema nervoso pode permanecer em um estado de alerta constante, fazendo com que uma sensação aparentemente simples, como uma coceira, seja percebida de maneira muito mais intensa.
Coceira sem alterações na pele
Um dos pontos destacados na conversa foi que a coceira relacionada à hipersensibilidade não necessariamente apresenta sinais visíveis na pele.
Enquanto uma reação alérgica ou uma picada, por exemplo, pode provocar manchas, vermelhidão ou outros sinais, algumas pessoas com fibromialgia podem sentir coceira intensa sem que exista uma alteração aparente.
A doutora também ressaltou que a inflamação do organismo pode contribuir para o aumento dessa sensibilidade. Por isso, diante de uma coceira persistente, é importante investigar o que pode estar provocando o sintoma.
Estresse e sono ruim podem aumentar o desconforto
Outro assunto abordado foi a relação entre estresse, ansiedade e qualidade do sono.
De acordo com a Dra. Ludmila, quando a pessoa não dorme adequadamente, o organismo não consegue descansar e se recuperar como deveria. O estresse, por sua vez, pode contribuir para manter o sistema nervoso ainda mais ativado.
A combinação desses fatores pode aumentar a percepção de sintomas como coceira, ardência e queimação, que já são relatados por algumas pessoas que convivem com a fibromialgia.
Água muito quente também pode piorar a coceira
Com as temperaturas mais baixas, é comum aumentar a temperatura do banho. Porém, a Dra. Ludmila chamou atenção para o fato de que banhos muito quentes podem prejudicar a proteção natural da pele, deixando-a mais ressecada e favorecendo o desconforto.
Nesse caso, a coceira não estaria necessariamente relacionada à fibromialgia, mas à própria condição da pele. Por isso, é importante observar as características do sintoma.
Alimentação e saúde intestinal também entraram na conversa
A alimentação foi outro ponto importante do programa. A especialista relacionou o consumo excessivo de açúcar e alimentos considerados inflamatórios ao aumento de processos inflamatórios no organismo.
Ela também destacou a importância de cuidar da saúde intestinal, apontando o intestino como uma importante barreira de proteção do organismo.
Para a Dra. Ludmila, não basta apenas retirar determinados alimentos da rotina. É necessário também trabalhar para restaurar o organismo e cuidar das consequências de um período de alimentação inadequada.
Durante a conversa, ela defendeu uma relação mais equilibrada com a alimentação, citando sua própria regra de 80% de alimentação saudável e 20% de liberdade.
Nem toda coceira significa fibromialgia
Apesar da relação discutida no programa, a Dra. Ludmila reforçou que uma coceira frequente não deve ser automaticamente atribuída à fibromialgia.
Quando o sintoma é persistente, apresenta manchas, vermelhidão, marcas ou outros sinais na pele, é importante buscar avaliação profissional para investigar possíveis causas, como alergias, picadas ou outras condições.
A principal orientação deixada durante o programa foi buscar a causa do problema, em vez de simplesmente tentar controlar o sintoma.
“Você precisa escolher o seu difícil”
Ao longo da conversa, a Dra. Ludmila também falou sobre mudanças de hábitos e deixou uma reflexão: “Você precisa escolher o seu difícil.”
Segundo ela, manter uma alimentação equilibrada e cuidar da saúde pode exigir esforço e disciplina, mas conviver constantemente com dor, desconforto e outros sintomas também representa uma dificuldade.
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