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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2026 15:23

Fibromialgia pode afetar a memória? Dra. Ludmila Simões explica a névoa mental e os efeitos dos medicamentos

No Saúde em Foco desta quinta-feira (20), Dra. Ludmila Simões conversou com Paulo Henrique sobre fibromialgia, alterações de memória, concentração e os possíveis efeitos de medicamentos utilizados no tratamento.

A fibromialgia pode provocar, além da dor e do cansaço, dificuldades relacionadas à memória, concentração e raciocínio. Esse foi um dos principais assuntos abordados no programa Saúde em Foco desta quinta-feira (20), na Difusora FM, em conversa entre o apresentador Paulo Henrique e a Dra. Ludmila Simões.

Durante o programa, a médica explicou a chamada “névoa mental”, também conhecida como fibrofog, que pode ser percebida por pessoas com fibromialgia. Entre os relatos mais comuns estão esquecer o que iria falar, perder o raciocínio durante uma conversa, ter dificuldade para lembrar nomes ou palavras e apresentar maior dificuldade para se concentrar em determinadas atividades.

Segundo a Dra. Ludmila, essa alteração pode fazer com que a pessoa tenha a sensação de que sua memória piorou. Ela destacou ainda que a percepção pode variar de pessoa para pessoa e que é importante observar outros fatores que também podem interferir na capacidade cognitiva.

Medicamentos também podem influenciar

Outro ponto importante discutido no programa foi a possibilidade de alguns medicamentos utilizados no tratamento da fibromialgia contribuírem para alterações de memória, concentração e velocidade do pensamento.

A Dra. Ludmila citou medicamentos como pregabalina, gabapentina e amitriptilina, além de medicamentos da classe dos benzodiazepínicos, como clonazepam e diazepam. Segundo ela, alguns desses medicamentos atuam no sistema nervoso e podem provocar efeitos como sonolência e sensação de lentidão, que podem ser percebidos pelo paciente como dificuldade de concentração ou memória.

Durante a conversa, a médica também ressaltou que os efeitos dos medicamentos podem variar de acordo com cada pessoa e que o acompanhamento profissional é fundamental para avaliar benefícios e possíveis efeitos adversos.

Como diferenciar a “névoa mental” da fibromialgia dos efeitos de medicamentos?

Paulo Henrique questionou a Dra. Ludmila sobre como saber se os esquecimentos estão relacionados à própria fibromialgia ou aos medicamentos utilizados.

A médica explicou que nem sempre é simples fazer essa diferenciação. Uma das formas de observar a relação é acompanhar quando os sintomas começaram e se houve alguma mudança após o início ou aumento de determinado medicamento. Por isso, alterações de memória ou concentração devem ser comunicadas ao profissional responsável pelo tratamento.

A Dra. Ludmila também compartilhou sua própria experiência com a fibromialgia. Ela contou que já enfrentou períodos em que apresentava episódios de esquecimento e dificuldade de concentração, mas que atualmente relata ter recuperado sua capacidade de foco e memória.

A importância de olhar para além dos sintomas

Outro aspecto destacado durante o Saúde em Foco foi a necessidade de avaliar o tratamento de forma ampla.

A Dra. Ludmila questionou a situação em que uma pessoa continua sentindo dor e cansaço e, ao mesmo tempo, passa a apresentar outros efeitos que prejudicam sua rotina. Para ela, é importante que o paciente converse com o profissional de saúde quando percebe que o tratamento não está proporcionando os resultados esperados ou quando surgem novos problemas.

A médica defendeu uma abordagem que procure compreender as causas envolvidas no quadro, em vez de atuar somente sobre os sintomas.

Ela também contou parte de sua trajetória pessoal com a fibromialgia e relatou ter enfrentado períodos de dores intensas, inclusive com necessidade de internações e diferentes intervenções. Segundo seu relato, atualmente consegue manter suas atividades, estudos e trabalho com boa capacidade de concentração e memória.

Qualidade de vida e acompanhamento profissional

Ao final da conversa, Paulo Henrique e Dra. Ludmila reforçaram que pessoas que convivem com fibromialgia e percebem alterações importantes na memória, concentração ou outros sintomas devem procurar orientação profissional.

A avaliação individual é importante para identificar os fatores envolvidos e definir a estratégia mais adequada para cada paciente. Medicamentos não devem ser interrompidos ou alterados por conta própria.

O episódio completo do Saúde em Foco, com a participação da Dra. Ludmila Simões, está disponível nos canais digitais da Difusora FM.

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Clínica Ludmila Simões
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