Sono reparador: Dra. Ludmila Simões explica por que dormir nem sempre significa descansar
Durante o programa Saúde em Foco, a especialista destacou a diferença entre sono induzido e sono reparador, explicou os impactos da má qualidade do sono na saúde física e emocional e orientou sobre a importância de tratar a causa da insônia.
Você dorme a noite inteira, mas acorda cansado, sem disposição e com a sensação de que não descansou? Esse foi o tema do Saúde em Foco, quadro exibido nesta quinta-feira durante o programa A Manhã é Nossa, da Difusora FM, apresentado por Paulo Henrique. A convidada, Dra. Ludmila Simões, falou sobre a importância do sono reparador e alertou que apenas dormir não significa, necessariamente, recuperar as energias do organismo.
Logo no início da entrevista, a especialista explicou que muitas pessoas confundem o fato de conseguir dormir com ter um sono de qualidade. Segundo ela, é possível passar horas na cama e, ainda assim, acordar cansado, sem energia e com dificuldade de concentração, o que indica que o organismo não está realizando o processo adequado de recuperação.
Durante a conversa, a Dra. Ludmila destacou que um sono reparador exerce papel fundamental na saúde física e mental. É durante esse período que o corpo realiza processos importantes, como a recuperação muscular, o fortalecimento do sistema imunológico, a consolidação da memória e o equilíbrio hormonal. Quando esse ciclo é interrompido ou acontece de forma inadequada, diversos problemas podem surgir.
Entre as consequências da má qualidade do sono estão o cansaço constante, dificuldade de concentração, alterações de humor, ansiedade, aumento da vontade de consumir alimentos ricos em açúcar e carboidratos, além da redução da disposição para as atividades do dia a dia.
A médica também explicou que pessoas com fibromialgia costumam sofrer ainda mais com a falta de um sono reparador. Segundo ela, dormir mal pode intensificar dores musculares, aumentar a fadiga e comprometer significativamente a qualidade de vida.
Outro ponto abordado foi o uso indiscriminado de medicamentos para dormir. A Dra. Ludmila ressaltou que muitos desses medicamentos promovem apenas um sono induzido, sem garantir que o organismo passe pelas fases necessárias para uma recuperação completa. Por isso, ela reforçou que o tratamento deve buscar identificar e corrigir as causas da insônia, e não apenas mascarar os sintomas.
Durante o programa, a especialista também comentou sobre fatores que influenciam diretamente a qualidade do sono, como o equilíbrio hormonal, a produção de serotonina e melatonina, a saúde intestinal, os hábitos diários e o controle do estresse.
Para a Dra. Ludmila, cuidar do sono é investir diretamente na saúde. Segundo ela, dormir bem melhora a disposição, favorece a memória, auxilia no controle emocional e contribui para uma melhor qualidade de vida.
Clínica Ludmila Simões
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