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Terça-feira, 03 de Fevereiro de 2026 15:26

Fevereiro Roxo: Dra. Ludmila Simões alerta para diagnóstico precoce e qualidade de vida em casos de fibromialgia, lúpus e Alzheimer

Durante entrevista ao programa Espaço Livre, especialista destacou a importância do estilo de vida, da alimentação e da atenção aos sinais do corpo no enfrentamento de doenças crônicas.

No programa Espaço Livre desta semana, a repórter Gabrièlle de Faria entrevistou a Dra. Ludmila Simões, nutricionista clínica funcional e terapeuta ortomolecular, que falou sobre o Fevereiro Roxo, mês dedicado à conscientização sobre fibromialgia, lúpus e Alzheimer — três doenças crônicas que, apesar de não terem cura, podem ser controladas com acompanhamento adequado e mudanças no estilo de vida.

Logo no início da entrevista, a Dra. Ludmila explicou sua atuação profissional e ressaltou que seu trabalho é focado na restauração da saúde do organismo, indo além do tratamento de sintomas. Segundo ela, o cuidado envolve alimentação adequada, suplementação, equilíbrio emocional e atenção à saúde mental, com o objetivo de proporcionar qualidade de vida aos pacientes. A especialista destacou ainda sua experiência pessoal com a fibromialgia, doença na qual se aprofundou profissionalmente.

Ao abordar o Fevereiro Roxo, a nutricionista explicou que as três doenças têm um ponto em comum: o processo inflamatório do organismo. De acordo com ela, uma alimentação pró-inflamatória, aliada ao estresse, noites mal dormidas e hábitos inadequados, pode agravar os sintomas tanto da fibromialgia quanto do lúpus e até contribuir para o desenvolvimento do Alzheimer. “A alimentação é a base. Quando você melhora o estilo de vida, consegue não apenas conviver melhor com essas doenças, mas também atuar na prevenção”, afirmou.

A entrevista também destacou a dificuldade no diagnóstico, especialmente da fibromialgia, que não é identificada por exames específicos, sendo confirmada por exclusão de outras doenças. A Dra. Ludmila explicou que muitos sintomas se confundem entre as três condições, como dores articulares, fadiga, alterações de memória e indisposição, o que exige atenção redobrada de profissionais e pacientes.

Entre os sinais de alerta do Alzheimer, ela citou esquecimentos frequentes que interferem na rotina, desorientação no tempo e espaço, dificuldade para realizar tarefas simples, mudanças de humor e perda de iniciativa. Já no caso do lúpus, os sintomas mais comuns incluem manchas avermelhadas na pele, principalmente no rosto, fadiga extrema, dores e inchaço nas articulações, sensibilidade ao sol e queda excessiva de cabelo. Para a fibromialgia, destacam-se dores generalizadas por mais de três meses, rigidez matinal, distúrbios do sono, fadiga intensa, dificuldade de concentração, sensibilidade ao toque e quadros associados de ansiedade e depressão.

Durante a conversa, a especialista reforçou que sentir dor não é normal e que a dor deve ser encarada como um sinal de alerta do corpo. Ela incentivou os pacientes a não aceitarem o sofrimento como algo definitivo e a buscarem novas abordagens terapêuticas quando o tratamento não apresenta resultados. Segundo a Dra. Ludmila, no caso da fibromialgia, muitos pacientes permanecem em uso contínuo de medicamentos sem melhora significativa, quando o foco deveria ser a correção do desequilíbrio do organismo.

Outro ponto abordado foi a influência do emocional e do estresse no desenvolvimento das doenças crônicas. A especialista afirmou que muitos casos estão associados a períodos de sobrecarga emocional, perdas ou exaustão física e mental, especialmente entre mulheres que acumulam múltiplas responsabilidades. “O corpo fala quando chega ao limite”, destacou.

A Dra. Ludmila também chamou a atenção para a importância da atividade física, em especial a musculação, como aliada na prevenção do Alzheimer e na melhora da qualidade de vida. Segundo ela, exercícios físicos estimulam o cérebro, criam novas conexões neurais e contribuem para a longevidade com mais saúde. Além disso, alertou sobre o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e a presença de componentes inflamatórios, como o glúten, em produtos do dia a dia.

 

Ao final da entrevista, a especialista deixou uma mensagem de esperança, ressaltando que é possível viver bem mesmo com doenças crônicas, desde que haja acompanhamento adequado e mudanças conscientes no estilo de vida. “Não é tratar apenas o sintoma, é ir na causa. Sempre há possibilidade de melhora e qualidade de vida”, concluiu.

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