Ministério Público de Minas Gerais defende tirar o patrimônio do crime organizado para o enfraquecimento das facções...
Esse foi o objetivo do Encontro Estadual da UCC Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção.
Imagem/reprodução: Redes Sociais
O Ministério Público do Estado de Minas Gerais defende ações para retirar o patrimônio do crime organizado como forma de enfraquecer as organizações.
Quem tem as informações e o repórter da assessoria do MPMG Marco Aurélio Franco – direto de Belo Horizonte.
Uma troca de experiências para aprimorar o combate ao crime organizado. Esse foi o objetivo do Encontro Estadual da UCC Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção, estrutura do Ministério Público de Minas Gerais. A UCC integra diferentes áreas especializadas para investigar crimes complexos, combater organizações criminosas e a corrupção, rastrear o dinheiro do crime e buscar a reparação dos valores e bens obtidos ilegalmente. Uma investigação pode por exemplo, começar com indícios de corrupção e exigir ao mesmo tempo, análise financeira, investigação criminal, perícia digital e medidas para localizar e bloquear patrimônio. O tema principal do encontro foi a recuperação de ativos e o patrimônio das organizações criminosas. De acordo com o promotor de justiça Giovanni Avelar, coordenador do GAECO, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPMG, os grupos criminosos migraram também para o mercado legal, situação que gerou mais desafios para as instituições. "Um monte dessas organizações começam a atuar de forma muito forte e intensa neste mercado formal, totalmente lubrificante combustível, ouro, bebidas, e daí a necessidade de se compreender todo o fluxo desse dinheiro na atuação dessas organizações criminosas, essas organizações se valem cada vez meios mais sofisticados para tentar lavar, conferir uma aparência lícita a esses valores obtidos com a prática de infrações penais."
Para o promotor de justiça André Sales Dias, coordenador do GAICiber, Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos, prisões não bastam para enfrentar as organizações criminosas. "Sem fazer o estrangulamento financeiro, a gente não consegue enfrentar a criminalidade organizada. Prender só hoje não é suficiente. A gente tem que também fazer o sufocamento financeiro dessas organizações para que o crime efetivamente não compense. A gente tem que rastrear para onde o dinheiro foi, onde o dinheiro está, para depois conseguir fazer os bloqueios e pedir os bloqueios necessários para posteriormente obter esses ativos novamente em prol da sociedade, em prol do Estado."
O Encontro Estadual da UCC fez parte da Semana do Ministério Público de Minas Gerais de 2026, um evento anual feito para comemorar o Dia do MPMG, celebrado no dia 11 de setembro, do Ministério Público de Minas Gerais. Para a Agência Rádio Web, Marco Aurélio Franco.