Justiça Federal absolve quatro Policiais Federais e dois Militares da acusação de homicídio contra 26 criminosos durante operação em Varginha/MG em 2021...
Segundo as forças de segurança, o grupo se preparava para realizar um ataque de grande porte contra instituições financeiras de Varginha em uma modalidade conhecida como
Foto: Divulgação PMMG
A Justiça Federal absolveu, sumariamente, quatro policiais federais e dois policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), acusados de homicídio na operação que resultou em 26 mortes, em outubro de 2021, em Varginha/MG. Segundo as forças de segurança, o grupo se preparava para realizar um ataque de grande porte contra instituições financeiras de Varginha em uma modalidade conhecida como "domínio de cidades". Na época, PRF e PM afirmaram que houve confrontos em dois imóveis.
Foram apreendidos; explosivos, armas longas calibre.50, dez fuzis, além de outras armas, munições, granadas, coletes, miguelitos e dez veículos roubados.
Na sentença da 1ª Vara Federal Criminal de Uberaba/MG, determinou que os agentes não sejam levados a júri popular, por entender que eles agiram em legítima defesa. O processo responsabilizava o grupo, especificamente, por cinco das 26 mortes ocorridas na ação.
Em 2024, a Polícia Federal indiciou 39 agentes, sob a suspeita de que teria havido execuções, tortura e alteração nas cenas das mortes no local onde o grupo suspeito se abrigava.
A investigação da PF apontou ainda que cerca de 500 tiros foram disparados pelos policiais, contra 20 atribuídos aos suspeitos e questionou a versão inicial de confronto violento.
O Ministério Público Federal (MPF) argumentou que os depoimentos e as análises técnicas não confirmaram com clareza as acusações de execução ou de disparos contra pessoas rendidas.
As defesas dos réus também apontaram contradições entre os laudos periciais da PF e do Instituto Médico-Legal (IML). Diante da dúvida razoável, o próprio MPF pediu a absolvição sumária dos acusados.
Em nota oficial, à imprensa a defesa dos policiais comemorou a sentença e afirmou que a decisão judicial reconheceu a legitimidade da atuação dos agentes de segurança na operação.
Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública MG