Eleições 2026: tribunal superior eleitoral fixa prazo para plataformas digitais apresentarem planos para garantir a integridade das eleições de outubro...
O Tribunal Superior Eleitoral reforça as determinações para que plataformas digitais divulguem planos até 16 de agosto para garantir a integridade das eleições deste ano.
Imagem: Arquivo Canva.com
O Tribunal Superior Eleitoral reforça as determinações para que plataformas digitais divulguem planos até 16 de agosto para garantir a integridade das eleições deste ano, incluindo, a remoção de propagandas irregulares, pesquisas ilegais.
As informações com o repórter Gésio Passos. Radio Nacional.
Gésio Passos: As plataformas digitais devem apresentar até o dia 16 de agosto planos de conformidade para garantir a integridade das eleições. Uma portaria do Tribunal Superior Eleitoral, publicada nesta quinta-feira, detalha as medidas que devem ser apresentadas à Justiça. O plano de conformidade para as eleições deverá detalhar as estruturas e os procedimentos para o cumprimento de ordens da Justiça Eleitoral, como a remoção de conteúdos, suspensão de perfis, fornecimento de dados e interrupção de propaganda irregular.
As redes sociais ainda devem informar as medidas de moderação para conteúdos inverídicos ou gravemente descontextualizados, com capacidade de afetar a integridade das eleições. Essas plataformas digitais devem ainda apresentar os mecanismos para identificar e desarticular redes organizadas para manipulação, com utilização de robôs ou perfis falsos. No caso do uso de inteligência artificial generativa, as empresas deverão demonstrar meios para impedir a geração de conteúdos que favoreçam candidaturas ou partidos, como a recomendação de votos ou produção de material de cunho sexual envolvendo candidatas ou candidatos.
As plataformas devem detalhar as ações adotadas para o cumprimento das regras de transparência da publicidade política, incluindo identificação dos anunciantes, manutenção dos anúncios e declaração de inteligência artificial em conteúdos impulsionados. As empresas também precisam informar os canais de denúncias e contestação, as medidas de proteção de dados pessoais e procedimentos para identificar disparos automatizados e em massa. As regras valem para plataformas de até 5 milhões de usuários ativos mensais no Brasil, mas o TSE pode exigir um plano simplificado para aquelas que não atinjam esse número.
Os provedores devem comunicar obrigatoriamente ao TSE, em até três dias, qualquer risco extraordinário à integridade do processo eleitoral que exija resposta imediata. Um relatório consolidado sobre a execução do plano deve ser apresentado até o dia 19 de dezembro. Em parte, essas informações serão públicas para permitir o acompanhamento da sociedade.
Dados técnicos que possam comprometer a segurança dos sistemas e segredos comerciais poderão ser classificados como restrito.
Da Rádio Nacional em Brasília, Gésio Passos.