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Quinta-feira, 23 de Julho de 2026 13:51

Tribunal superior eleitoral desmente mais uma vez Fake News sobre urnas eletrônicas brasileiras...

Fake News sobre a segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas

Imagem: Arquivo Canva.com

Mais uma vez o Tribunal Superior Eleitoral voltou a desmentir Fake News sobre a segurança e confiabilidade das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições de outubro deste ano.

O TSE afirma que a empresa venezuelana citada pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidência, nunca forneceu urnas para eleições no Brasil.

As informações com o repórter Géssio Passos- Rádio Nacional.

Géssio Passos:  O Tribunal Superior Eleitoral veio a público mais uma vez para desmentir outra Fake News sobre as eleições brasileiras. A Justiça Eleitoral reforçou nesta quarta-feira que a empresa venezuelana Smartmatic não forneceu urnas eletrônicas ou softwares utilizados pelos equipamentos brasileiros. O caso voltou a ganhar destaque após o pré-candidato à presidência da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro, divulgar nesta terça-feira, em reunião com diplomatas, informações falsas sobre as urnas eletrônicas, afirmando que os equipamentos seriam da empresa venezuelana Smartmatic, sem apresentar qualquer prova.

Em nota, o TSR lembrou que em 2020 já havia desmentido essa Fake News, que circula na internet pelo menos desde 2017. A corte reafirma que as urnas brasileiras foram projetadas por servidores e técnicos a serviço da Justiça Eleitoral. Além disso, as urnas são produzidas por empresas selecionadas por licitações públicas, sob direta coordenação de servidores do TSE, o que garante ainda mais segurança e transparência ao processo eleitoral.

O TSE ainda esclareceu que a empresa venezuelana Smartmatic prestou serviços ao TSE somente para a conexão de dados e voz, e não para o desenvolvimento ou operação da urna eletrônica. Durante seu pronunciamento em um evento com diplomatas, o senador Flávio Bolsonaro citou um documento do governo dos Estados Unidos que citava envolvimento da Smartmatic nas eleições da Venezuela. Porém, o documento não concluiu que houve fraude nos pleitos realizados no país sul-americano entre 2004 e 2020.

O pré-candidato do PL usou esse documento para associar a empresa venezuelana às urnas brasileiras. A fala de Flávio Bolsonaro gerou críticas de adversários e especialistas, que enxergaram uma repetição da estratégia de seu pai, Jair Bolsonaro, para atacar o sistema eleitoral. O ex-presidente foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, que envolveu uma campanha de desinformação sobre as urnas eletrônicas.

Em nota, a coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que ele não questionou a integridade do sistema de votação brasileiro e que a pré-campanha reafirma sua confiança no processo eleitoral, além de manifestar crença de que as missões de observação internacional devem ser estimuladas a acompanhar o pleito no país. A nota, porém, não comenta sobre a informação falsa divulgada por Flávio Bolsonaro. 

Com informações da Agência Brasil, da Rádio Nacional em Brasília, Géssio Passos.

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