Férias escolares de julho: Pais precisam ficar atentos a segurança de crianças e adolescentes...
A diversão das crianças exige vigilância extra, ainda mais com os jogos da Copa, ocupando o foco dos adultos.
No próximo dia 20 de julho tem início o recesso de julho na rede estadual mineira e vai até o 31, totalizando 12 dias corridos de descanso, conforme a Resolução SEE nº 5.222/2025.
O ano letivo de 2026 iniciado em 4 de fevereiro termina em 18 de dezembro, dividido em três trimestres.
Com a chegada das férias de julho, os pais precisam redobrar atenção. Especialistas orientam que a diversão das crianças exige vigilância extra.
As informações com Pedro Lacerda - Agencia Brasil.
Com a chegada das férias de julho, a atenção dos pais precisa ser redobrada. A diversão das crianças exige vigilância extra, ainda mais com os jogos da Copa, ocupando o foco dos adultos. Nessa época, os pequenos passam mais tempo em casa, em condomínios, clubes e praias, ambientes que, sem cuidado, escondem perigos. A curiosidade infantil é saudável, mas pode levar a situações de risco. Dentro de casa, quedas de imóveis, queimaduras e choques em tomadas estão entre os acidentes mais comuns, na cozinha, o perigo é ainda maior. A pediatra Tânia Zamarato, da Sociedade Brasileira de Pediatria, faz um alerta importante.
"Cozinha é um lugar que criança pequena não deveria entrar, a gente acha que mais ou menos até uns sete anos, ela não tem discernimento para estar na cozinha e é onde acontecem queimaduras, cortes, até intoxicações, etc".
Outras recomendações são fixar móveis e televisores na parede, instalar redes de proteção nas janelas e manter objetos cortantes e produtos de limpeza fora do alcance das crianças. Fora de casa, o cuidado deve ser redobrado com piscinas, bicicletas sem capacete e brincadeiras na rua sem companhia, praias e clubes exigem atenção contra afogamentos e quedas em áreas escorregadias, mas não são só as piscinas que merecem cuidado, um simples balde com água também pode ser fatal. A pediatra Tânia Zamarato reforça o alerta.
"Qualquer depósito de água, até um balde eventualmente com uma criança pequena, aquilo pode ser perigoso para um afogamento, porque crianças se afogam em pequenas quantidades de água, a gente sempre recomenda que banheira, que esses baldes sejam sempre esvaziados, a criança nunca pode ficar na banheira sozinha, mesmo que a quantidade de água seja mínima".
A supervisão no ambiente digital é tão importante quanto a física. Desafios virtuais e pegadinhas violentas podem abalar a saúde emocional das crianças.
Mudanças de comportamento, isolamento ou medo excessivo são sinais de alerta.
Até os sete anos, o acompanhamento direto é indispensável, depois, a autonomia vem com o diálogo e a responsabilidade, por isso, a orientação dos especialistas é brincar com segurança gera aprendizado e boas recordações, sem abrir mão da aventura, mas sempre com limites.
Da Rádio Nacional em Brasília, Pedro Lacerda.