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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2026 12:56

Estado consegue na Justiça, autorização para dar continuidade ao projeto de Escolas Cívico-Militar em Minas Gerais

Em Ouro Fino em meados de 2025, duas escolas estaduais Coronel Paiva e Juvenal Brandão que haviam sido selecionadas para a possível adoção do modelo cívico-militar.

Cecília Pederzoli/(TJMG)

A juíza da 4ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte, Janete Gomes Moreira, suspendeu a decisão do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais que havia determinado a interrupção do Programa Escolas Cívico-Militares no Estado. 

A liminar foi concedida na terça-feira (20) e com a decisão fica restabelecida a continuidade do programa que vinha sendo questionado pelo TCEMG, sob os argumentos de ausência de lei formal, irregularidade orçamentária e desvio de finalidade. 

A Corte de Contas manteve a suspensão da iniciativa, impedindo sua expansão e determinando sua descontinuidade, a partir do ano letivo de 2026.

Foi determinado pela Justiça que a ação judicial passe agora a tramitar como Ação Civil Pública e o Estado de Minas Gerais deve no prazo de 15 dias, complementar a petição inicial com argumentação e confirmação do pedido de tutela final.

Em Ouro Fino em meados de 2025, duas escolas estaduais Coronel Paiva e Juvenal Brandão que haviam sido selecionadas para a possível adoção do modelo cívico-militar anunciaram assembléias com os pais de alunos para votar sobre a adesão ou não ao modelo. 

Apenas a Coronel Paiva chegou a realizar a assembléia com a aprovação dos pais. Por conta de questionamentos jurídicos apresentados ao Governo de Minas as assembléias foram suspensas, assim como ocorreu com a escola Juvenal Brandão. 

 

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